terça-feira, 7 de julho de 2015
quinta-feira, 2 de julho de 2015
quarta-feira, 22 de abril de 2015
Os Savalus chegaram ao Brasil escravizados em meados do
século XVII, juntamente com outras etnias, entre outros os falantes das língua
akan, língua ewe, língua
fon, língua mina, língua
fanti e língua ashanti.
Antes da libertação dos escravos em 1888, os escravos fugidos das fazendas
reuniam-se em lugares afastados nas florestas em agrupamentos ou comunidades
chamadas quilombos,
depois da libertação, os africanos libertos reuniam-se em comunidades nas
cidades que passaram a chamar de candomblé.
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O Barracão (candomblé) de Ajunsun-Sakpata foi
fundado mais tarde pelo africano Sinfronio que tinha como sua Gaiacu Satu
que dava comida a sua cabeça , em Salvador , Bahia e recebeu
o nome kpo Igi ou mais conhecido por Cacunda de Yayá, que mas tarde por Vontade
dos Voduns quem assume o trono do Kwé e Gaiaku Jaoci conhecida por Mae Tança de Vodun Nana. São os Jeje-Savalu ou Savaluno.
Sakpata era rei da cidade Savalu na África,
segundo alguns historiadores, Sakpata foi
o único rei que preferiu o exílio a se render aos conquistadores do Daomé. O dialeto
dos Savalus também é o Fon.
A Cacunda de YáYá funcionou muitos anos no bairro da "Sussuarana" em
Salvador, onde tiveram que se deslocar do lugar original pela construção da
rodovia, onde foram indenizados pelo governo baiano, e foram se instalar na
parte mais alta do terreno, que dizem ser tão grande que não sabiam a dimensão
exata, tinha mata, fontes, riachos, tudo no terreno da Cacunda.
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. terça-feira, 8 de julho de 2014
Os Africanos e suas Historias Edição Julho
Os Etíopes
A história da Etiópia está
documentada como uma das mais antigas do mundo. Segundo descobertas recentes, a
espécie Homo sapiens seria originária dessa região e daí se teria espalhado
pelo mundo.
unto com os países vizinhos de
Eritréia, Sudão, Djibouti, Somália e Somalilândia, esta região hospedou também
o reino de Axum. A origem de Axum, por sua vez, remonta ao reino de Sabá (ou Shebah),
no Iêmen, referido na Bíblia, que, por volta do ano 1000 a.C., se estendia,
aparentemente, por todo o Corno de África e por parte da Península Arábica.
Desde aproximadamente o século IV a.C. os gregos chamavam de “Etiópia” a
todos os países com população de raça negra, sem distinguir reinos nem países.
Portanto, a Etiópia, segundo os gregos poderia ser a Núbia do sul de Egito e
Sudão, ou poderia ser o reino de Axum, que se concentrava nos arrededores da
Eritréia e ao norte da própria Etiópia, mas não há certeza histórica sobre
isso.
Fontes gregas referem que o reino de Axum era extremamente rico no
século I e a cidade de Adulis (que fica no país vizinho da Eritréia) é
frequentemente mencionada como um dos mais importantes portos de África.
Documentos oficiais, contudo, colocam a cidade de Aksum como a capital onde se
encontrava a corte da Rainha de Sabá. Esse reino tinha, no século II, direito
de receber tributos de estados da Península Arábica e tinha inclusivamente
conquistado o reino meroítico de Kush, no actual Sudão.
Há indicações do carácter cosmopolita desse reino, com populações
judaicas, núbias, cristãs e mesmo minorias budistas.
Século X
No século X, o reino de Axum escassamente tinha acesso ao mar, sendo
isolado pelas forças árabes islâmicas. Os árabes chamavam o país empobrecido e
desintegrado de “Al-Habashat”, que significa povo mestiçado (entre negros e
árabes), e é por esse nome que a Etiópia ainda é chamada na língua árabe.
“Habesh” ou “Habesha” é uma palavra usada com freqüência mesmo na Etiópia, para
distinguir as pessoas cristãs do norte do país.
Esse termo deu origem ao uso do nome Abissínia pelos europeus. Abissínia
era uma região no norte da Etiópia moderna que era unida por uma cultura, uma
família lingüistica, uma religião (cristianismo ortodoxo) e uma raça mestiçada
que consistia de vários reinos rivais, unidos e divididos por diferentes
períodos da história. Isolados do mar, os reinos da Abissínia começaram a sua
expansão para sul, colonizando o interior da região inteira, enquanto os povos
do litoral estavam sob a influência dos povos islâmicos.
A moderna Etiópia
O país moderno da Etiópia foi criado no final do século XIX pela rápida
expansão territorial promovida pelos reis de Abissínia, com o apoio militar das
potências coloniais européias. Esse apoio, principalmente de Portugal, foi
decisivo desde o século XVI para evitar a invasão muçulmana da região.
A Inglaterra utilizou os reinos de Abissínia como fonte de mercenários
contra as forças muçulmanos na região, enquanto a França construía um caminho
de ferro desde sua colônia portuária no Djibouti até a capital de Abissínia,
Adis Abeba, para penetrar o mercado do interior do continente. Nenhuma das
potências coloniais da Europa, além da Itália, tentou colonizar o país, pois, à
época, era uma das regiões mais pobres e menos atrativas para colonizar, por
sua topografia de difícil acesso, que não favorecia a construção de
infraestruturas modernas. A Itália, sendo um dos últimos países a entrar na era
do colonialismo, ficou com o que ainda estava disponível para ser colonizado. A
Itália tentou invadir a Abissínia desde a Eritréia em 1896 mas não conseguiu.
No início do século XX, a Abissínia foi reconhecida como o reino independente
da Etiópia e foi convidada para a Conferência de Berlim, na qual as potências
coloniais decidiram a partilha da África.
O Império Etíope
A seguir à Primeira Guerra Mundial, a Abissínia, na forma de Império
Etíope e governada pelo imperador Hailé Selassié, integrou a Liga das Nações, e
apenas perdeu a sua independência entre 1936 e 1941, quando o exército de
Benito Mussolini invadiu–a dando início a segunda guerra ítalo-etíope. A Itália
possuía duas pequenas colónias no Corno de África, a Eritreia e a Somalilândia,
e tinha vontade de se tornar um império, aliando-se à Alemanha Nazi – mas o
negus recuperou-a, com auxílio da Grã-Bretanha (onde se tinha refugiado) e da
África do Sul e começou a modernizar o país. Apesar de a Etiópia nunca ter sido
colonizada pelo expansionismo europeu, ela mesma foi, na sua época de ouro,
colonialista e expansionista, pois colonizou grandes territórios na região no
final do século XIX, que nunca haviam pertencido nem desejaram pertencer à
Etiópia e que estão ainda lutando pela sua independência.
Entre 1987 e 1991 o estado etíope foi uma república comunista com o nome
de República Democrática Popular da Etiópia.
A independência da Eritreia
Em 1961 começava a luta pela independência da Eritréia (ocupada pela
Etiópia). Em 1963 Etiópia participou na fundação da Organização da Unidade Africana,
que colocou a sua sede em Adis Abeba. Em 1974, o imperador foi deposto num
golpe militar, liderado por Mengistu Haile Mariam, mas o governo despótico que
se seguiu, de carácter marxista e dirigido por um comando militar, o Derg, não
conseguiu, nem desenvolver, nem estabilizar politicamente o país e em 1991,
este governo foi deposto por um movimento de guerrilha duma minoria étnica do
norte do país, FLPT (Frente pela Liberação do Povo de Tigray) ou popularmente
chamado “Weyane”. Os FLPT apenas representam 5% do povo da Etiópia mas foram
comandados por um meio-eritreu, Meles Zenawi e apoiados pelos independentistas
eritreus do FLPE, Frente pela Liberação do Povo Eritreu.
Como Presidente interino e Primeiro Ministro, cargo que ocupa até hoje,
Zenawi consentiu, sob pressão dos eritreus, com a independência da Eritréia da
Etiópia em 1993, pondo momentaneamente fim a cerca de 30 anos de guerra. Uma
Assembleia Constitutiva foi construida pelo FLPT em 1994, no ano seguinte, foi
proclamada a República Federal Democrática da Etiópia. Os resultados das
eleições gerais desse ano foram rejeitados por todos os observadores
internacionais por violações graves dos direitos humanos e democráticos, mas
mesmo assim Meles Zenawi proclamou-se Primeiro Ministro.
Em 1997 a Eritreia introduziu a sua própria moeda corrente, a Nakfa,
separando a sua economia da Birr etíope. O conflito de fronteiras começou em
Maio de 1998 com o assassinato de oficiais eritreus na aldeia de Badme por
militares etíopes que ocupavam a zona. A Eritreia retomou a zona e a Etiópia
declarou a guerra pouco depois, iniciando uma guerra aberta por cinco frentes
ao longo da toda a fronteira e com bombardeamentos aéreos sobre a capital da
Eritréia. Eritréia respondeu e a guerra continuou até o dia 17 de Maio (o dia
das eleições na Etiópia) quando o governo etiope lançou uma grande ofensiva
ocupando um quarto do território eritreu e refugiando um terço do povo,
plantando minas nas terras mais férteis da Eritréia e causando o equivalente a
850 milhões de dólares de destruição à infraestrutura da Eritréia.
Meles Zenawi proclamou que ganhara as eleições da Etiópia, e tinha
proibido desta vez a presença de observadores internacionais. A guerra terminou
com mais de 100 000 mortos em 2000 depois da intervenção da ONU pondo uma zona
desmilitarizada de 25 km ao longo do lado eritreu da fronteira com 4500
capacetes azuis da ONU. Em Abril de 2002, o Tribunal Internacional de Justiça
na Haia acabou com o trabalho de delinear a fronteira entre os dois países,
pondo a aldeia disputada de Badme na Eritréia e obrigando a Etiópia a compensar
a Eritréia pela destruição que causou durante a sua invasão. A Eritréia aceitou
a decisão, a Etiópia rejeitou-a e a ameaça de guerra ainda persiste.
FONTE DE PESQUISA http://www.revistaxire.com.br/
quinta-feira, 22 de maio de 2014
Os Africanos e suas Historias edição Maio
Os Macondes
Os macondes são um
grupo étnico bantu que vive no sudeste da Tanzânia e no nordeste de Moçambique,
principalmente no planalto de Mueda, tendo uma pequena presença no Quénia.
A população maconde na Tanzânia foi
estimada em 2001 em cerca de 1.140.000 habitantes e no censo de 1997 em
Moçambique, em 233.258, dando um total de 1.373.358 macondes.
Os macondes resistiram sempre a serem conquistados por outros povos
africanos, por árabes e por traficantes de escravos. Não foram subjugados pelo
poder colonial até aos anos 20 do século XX.
São exímios escultores em pau-preto, sendo a sua arte conhecida
mundialmente.
Arte
A arte dos macondes é multiforme, como na maioria dos povos, mas é
conhecida internacionalmente pela escultura em madeira. Na região de onde os
macondes são originários, no nordeste de Moçambique e sueste da Tanzania, é
conhecida também pela música e dança e pelos entrançados de palha, com que
fazem belas esteiras, cestos e outros adereços para o lar.
A escultura maconde mais conhecida é feita em pau-preto, a madeira das árvores da espécie Dalbergia melanoxylon, também conhecidas internacionalmente pelo nome swahili “mpingo” . Estas esculturas têm três estilos principais:
· ”Shetani”, que
significa “demónio”, são esculturas de figuras humanóides ou animais muito
estilizadas;
· ”Ujamaa”, que significa família ou união, e são formadas por uma quantidade de pessoas, seus instrumentos de trabalho e, por vezes animais domésticos, artisticamente unidos; e
· figurativo, incluindo imagens humanas ou de animais ou ainda, por influência da colonização, de imagens religiosas, como crucifixos e imagens de Cristo ou de Nossa Senhora.
· ”Ujamaa”, que significa família ou união, e são formadas por uma quantidade de pessoas, seus instrumentos de trabalho e, por vezes animais domésticos, artisticamente unidos; e
· figurativo, incluindo imagens humanas ou de animais ou ainda, por influência da colonização, de imagens religiosas, como crucifixos e imagens de Cristo ou de Nossa Senhora.
Um outro tipo de escultura, mas com outro significado cultural são as
máscaras “Mapico”, tradicionalmente usadas nas cerimónias finais e públicas dos
ritos de iniciação masculina. Estas máscaras são normalmente feitas com uma
madeira leve e clara, muitas vezes da sumaúma brava, amplamente ornamentadas
com panos e penas, e são colocadas sobre a cabeça do dançarino, de modo que ele
consegue olhar pela boca da máscara. As cabeças são de animais ou pessoas,
complementadas com pelos ou cabelo naturais, e podem caricaturacaricaturizar
personagens conhecidas da comunidade, incluindo dirigentes ou antigos colonos
ou militares.
De nacionalidade tanzaniana, um dos artistas macondes mais conhecidos na Europa foi George Lilanga, escultor e pintor.
De nacionalidade tanzaniana, um dos artistas macondes mais conhecidos na Europa foi George Lilanga, escultor e pintor.
FONTE DE PESQUISA http://www.revistaxire.com.br/
quinta-feira, 17 de abril de 2014
Os Africanos e suas Historias edição Abril
Os zulus
Os zulus são
um povo do sul da África, vivendo em territórios atualmente correspondentes à
África do Sul, Lesoto, Suazilândia, Zimbábue e Moçambique. Embora hoje tenham
expansão e poder político restritos, os zulus foram, no passado, uma nação
guerreira que resistiu à invasão imperialista britânica e bôere no século XIX.
História Os zulus eram
originalmente um grande clã onde hoje é o norte do kwaZulu-Natal. Foi fundada
por Zulu kaNtombhela. Em 1816, os zulus formaram um poderoso estado sob
liderança de Shaka.
Tchaka, fundador do
reino Zulu Foi em 1740 que Dingiswayo tomou conta do poder da tribo Mthethwa.
Iniciou uma política de expansão, começando a submeter várias tribos vizinhas à
sua autoridade. Foi então que começou a organizar o exército sob o regime de
grupos por idades. A medida que ia submetendo as tribos vizinhas permitia que
os chefes dessas tribos continuassem no seu posto, sendo apenas obrigados a
pagar-lhe um tributo em gado. Começou assim a criar as funções dum grande reino
Ngoni. Dingiswayo começou a expandir-se para o norte, o que obrigou Zwide, o
chefe dos Ndwandwe, a fugir para o norte. Ao atravessar o rio Pongola empurrou
os Ngwane que tiveram que ir para a região onde hoje é a Swazilândia. Ficaram
desta forma duas grandes tribos frente a frente, a dos Mthethwa e a dos
Ndwandwa.
Por volta de 1790 nasceu na tribo
Zulu um rapaz a quem deram o nome de Tchaka. A história do nome Tchaka está
relacionada com as circunstâncias do seu nascimento e por isso a vamos contar.
O pai de Tchaka era herdeiro do trono Zulu. Entre os Zulus era proibido aos
homens terem relações sexuais antes de terem sido circuncidados. O pai de
Tchaka, porém, engravidou Nandi, a mãe de Tchaka, antes de ter sido
circuncidado. Começou-se então a dizer-se que Nandi não estava grávida, que a
razão para o crescimento da barriga era devida a uma doença dos intestinos a
que chamavam «i-tshaka».
Quando o rapaz nasceu passaram a
chamar-lhe Tchaka. Mais tarde o pai reconheceu o filho como sendo seu e tomou
Nandi como uma das suas mulheres. Tchaka cresceu no entanto afastado do seu
pai, vivendo muito ligado à sua mãe e mais tarde veremos as consequências que
isso lhe trouxe no futuro.
Durante a sua adolescência Tchaka foi
incorporado num dos grupos por idades do exército de Dingiswayo onde logo
demonstrou a sua grande bravura e a sua força atlética. Em breve se tornou um
herói favorito de Dingiswayo e passou a comandar um regimento do exército.
Em 1816 o pai de
Tchaka morreu e Tchaka decidiu tomar à força o trono Zulu. Embora a sua mãe
nunca tivesse sido considerada uma das grandes mulheres do pai de Tchaka, e
este não tivesse possibilidades de subir ao trono, a sua posição no exército de
Dingiswayo e a sua qualidade de favorito fizeram com que Dingiswayo ajudasse
Tchaka a tomar o trono pela força.
Em 1818 houve uma
grande batalha entre Dingiswayo e Zwide na qual o chefe Mthethwa foi morto.
Tchaka imediatamente tomou conta do poder e iniciou uma série de reformas
militares que o tornaram quase invencível. A organização do exército de
Tchaka Dingiswayo não tinha conseguido submeter as tribos
Ndwandwe à sua autoridade. Os Ndwandwe eram comandados por Zwide. Na luta pelo
espaço Tchaka precisava expandir para o norte. Para isso reformou todos os
métodos de táctica e organização do seu exército. Tchaka formou um estado
tribal militar.
Tchaka tinha verificado durante a sua
estadia no exército de Dingiswayo que as armas empregadas já não correspondiam
às novas tácticas de guerra. Dantes eram pequenos grupos que combatiam mas com
a formação do exército por idade novas armas eram necessárias. Quando eram
pequenos grupos de homens que lutavam usavam lanças que atiravam de longe. À
medida que mais homens entravam na luta, continuando a usar lanças, a maior
parte dos homens ficava desarmada. Assim, a primeira modificação que Tchaka
introduziu foi a de substituir a lança que se atirava por uma lança mais curta
de que o guerreiro se servia como uma espada e que nunca o abandonava. Era
punido de morte o guerreiro que perdesse a sua lança-espada. Ao mesmo tempo Tchaka
introduziu o uso do escudo que protegia o corpo inteiro.
Tchaka transformou a organização
tribal numa organização militar unida, fazendo participar todos os membros da
sociedade na guerra, dividindo com precisão as funções e introduzindo uma
disciplina severa e cruel. Todos os homens de 16 a 60 anos serviam no exército.
Era proibido aos jovens guerreiros casar-se e o casamento só era autorizado
como pagamento de serviços militares. Os guerreiros só comiam carne. As
mulheres e as crianças serviam também no exército, seguindo o exército com
gado, cozinhando e carregando comida. Os homens de outras tribos que eram
feitos prisioneiros tornavam-se escravos e se eram novos e fortes faziam parte
do exército. As mulheres, as crianças e o gado das tribos derrotadas eram
incorporadas na tribo. No período entre guerras toda a tribo vivia em grandes
conjuntos militares (ekanda).
O chefe supremo era o chefe militar. Era ditador e proprietário de todas
as terras da tribo e tinha o direito de vida e de morte sobre os membros da
tribo. Era também o juiz supremo em casos de assassínio e traição, crimes que
eram punidos com a pena da morte. Todavia, o poder ditador de Tchaka tinha os
seus limites. Era controlado por conselheiros (indunas) com os quais se devia
reunir para tomar decisões importantes.
Foi graças a esta
organização militar perfeita que os zulus conseguiram conquistar e derrotar
numerosas outras tribos. A batalha de Gokoli Tchaka
tornara-se senhor absoluto nas terras entre o rio Pongola e o rio Tugela.
Começou a desafiar o poder de Zwide, conseguindo fazer com que várias tribos
Ndwandwe começassem a prestar-lhe vassalagem. Zwide não podia ficar parado
perante um inimigo que se preparava para conquistar-lhe as suas terras e por
isso resolveu tomar a iniciativa de atacar Tchaka.
Os dois exércitos encontraram-se
perto da colina Gokoli. Nesta batalha os novos métodos de guerra instituidos
por Tchaka foram postos à prova pela primeira vez. Os Ndwandwe eram
numericamente superiores mas a disciplina do exército zulu conseguiu-lhe outra
superioridade. Os Ndwandwe não conseguiram penetrar nas linhas cerradas dos
zulus, apezar de terem atacado inúmeras vezes. Tiveram de recuar deixando no
campo de batalha cinco dos filhos de Zwide, entre os quais o herdeiro.
Zwide não desistiu de atacar. Sabia
que travava com Tchaka um combate decisivo. Ou ele vencia e podia continuar a
reinar ou era vencido por Tchaka e o seu povo ficaria sob o domínio zulu.
Assim em 1819 enviou contra Tchaka um
exército poderosíssimo. Face a um exército tão numeroso Tchaka teve que adaptar
novas tácticas.
Tchaka enviou o seu povo e o seu gado
para fechar a passagem ao inimigo ao mesmo tempo que ia atacando o exército
Ndwandwe com pequenos destacamentos de guerreiros, numa táctica de guerrilhas.
Uma noite uma grande quantidade de guerreiros zulus conseguiu penetrar no acampamento
dos Ndwandwe, enquanto estes dormiam, e mataram centenas de guerreiros. Antes
dos Ndwandwe poderem reagir os guerreiros zulus fugiram.
Ao mesmo tempo, Tchaka ia deixando o
exército inimigo penetrar no seu território quase até ao rio Tugela, continuando
a fazer pequenos ataques de guerrilhas, indo assim desmoralizando o exército
inimigo. A fome começou a lavrar no exército de Zwide e todos os homens estavam
muito cansados. Zwide então decidiu recuar e voltar para o seu país.
Quando iam atravessar o rio Mhlatuze
o exército de Tchaka caiu sobre eles. Foram completamente derrotados. Tchaka
enviou os seus exércitos que entraram no país Ndwandwe e massacraram a maior
parte da população civil. O que restou do exército de Zwide dividiu-se em três
grupos. Zwide conseguiu chegar com alguns dos seus até ao Alto Incomate onde se
instalou. Dois outros grupos dirigidos por Soshangane e Zwangedaba foram
instalar-se em Moçambique ao sul do Limpopo.
A batalha de Gokoli marca uma etapa
decisiva na carreira de Tchaka e foi o ponto de partida do que se chamou o
Mfecane, ou sejam as migrações para o norte de muitas tribos Ngoni.
Tchaka passou desta forma a dominar
em todo o território que ia desde a Delagoa Bay (Lourenço Marques) até ao rio
Tugela.
Depois da sua vitoriosa campanha contra
os seus vizinhos do norte, Tchaka resolveu atacar o sul. Várias expedições
foram enviadas para combater os Pondos. Conseguiu assim chegar até ao rio Fish.
Tendo conseguido formar um Império
tão vasto Tchaka começou a reforçar a sua organização de Estado. Era difícil
manter a lealdade sob um conjunto de povos diferentes. Assim, os chefes das
tribos conquistadas se se declarassem fiéis a Tchaka, continuavam nos seus
postos. Muitas vezes, porém, era-lhes tirado o poder e Tchaka nomeava para o
seu lugar pessoas da sua confiança. A base do poder residia no exército. Tchaka
criou uma série de guarnições militares à frente das quais se encontrava sempre
um induna. Essas guarnições estendiam-se por todo o território e dessa maneira
Tchaka estava pronto contra qualquer rebelião dos povos conquistados. Essas
guarnições eram verdadeiros quartéis onde se encontravam todos os militares que
viviam na sanzala e que passavam todo o tempo em exercícios militares.
Tchaka tornou-se um chefe cruel.
Muitos dos seus generais (indunas) não estavam satisfeitos com a disciplina de
ferro que Tchaka impunha no exército, sobretudo no que diz respeito ao
casamento.
Vários indunas se revoltaram contra
Tchaka. Um dos mais importantes foi Mzilikazi que com os homens que formavam a
sua sanzala desertou da organização do estado de Tchaka e foi instalar-se para
o noroeste onde é hoje a Rodésia, perto de Bulawayo. Tchaka continuou a fazer
campanhas militares sucessivas. Lembremo-nos de que Zwide tinha sido derrotado
em Gokoli e se refugiara no Alto Incomate. Os Ndwandwe tinham conseguido
reconstruir a sua tribo e esta começava a ser muito forte sob o comando de
Sikuniana, filho de Zwide. Em 1826 Zwide morreu e um outro seu filho Somapunga
disputa o trono a Sikuniana. Não o tendo conseguido vai ter com os zulus e
anuncia-lhes que Sikuniana faz planos de atacar Tchaka. Este imediatamente
manda um grande exército que apanha os Ndwandwe quase desprevenidos. Um grande
massacre tem lugar e cerca de 40.000 Ndwandwe são mortos. A tribo Ndwandwe
ficou quase totalmente dizimada e deixou de existir como tribo independente. Os
poucos que restaram foram acolher-se junto de Mzilikazi e Soshangane.
Tchaka continua a fazer ataques
sucessivos contra os povos vizinhos. Todos são obrigados a pagar-lhe anualmente
tributos sob a forma de cabeças de gado. As exigências de Tchaka são cada vez
maiores e muitas tribos não conseguem às vezes reunir o número de cabeças de
gado para satisfazer Tchaka.
As expedições
punitivas aumentam e todo o Império zulu vive mergulhado no terror. Várias
tentativas de assassinato são feitas contra Tchaka. A morte de Tchaka Em 1827 Tchaka decide ir atacar
Soshangane que nessa altura se encontrava perto de Delagoa Bay (Lourenço
Marques). Quando ia quase a chegar a Lourenço Marques chegou-lhe a notícia de
que sua mãe Nandi morrera.Tchaka imediatamente mandou parar a expedição e
voltou.
Tchaka sentiu muito profundamente a
morte de sua mãe, com quem vivera e a quem tinha uma afeição sem medida. Em
sinal de luto pela morte de Nandi Tchaka ordenou uma série de sacrifícios.
Durante um ano não se faria agricultura, não se beberia leite nem comeria carne
e todos se deviam abster de relações sexuais. Toda a mulher que engravidasse
nesse período era morta, juntamente com o marido.
Tchaka nunca casara, porque um
herdeiro fazia-lhe pensar na sua própria morte. Toda a mulher que se
engravidasse dele era morta.
O luto pela morte de Nandi provocou
um grande descontentamento em todo o povo. Toda a gente achava aqueles sacrifícios
arbitrários e desumanos.
Em 1828, aproveitando-se do
descontentamento geral em todo o Império, dois irmãos de Tchaka de nome Dingane
e Mhlangane ajudados por um induna Mbhope resolveram assassinar Tchaka. No
momento em que Tchaka tinha enviado uma parte dos seus exércitos para atacar os
Pondos numa expedição punitiva, Dingane e Mhlangane assassinaram Tchaka. Foi
Dingane quem sucedeu a Tchaka.
Guerra Anglo-Zulu A Guerra
Anglo-Zulu foi um conflito que aconteceu em 1879 entre o Reino Unido da
Grã-Bretanha e Irlanda e os Zulus. Em 11 de dezembro de 1878, os britânicos
entregaram um ultimato aos onze chefes representados por Setshwayo. Os termos
incluíam a rendição de seu exército e aceitar a autoridade britânica. Cetshwayo
recusou e a guerra começou em 1879. Os zulus ganharam em 22 de janeiro a
batalha de Isandlwana. A virada dos britânicos veio com a batalha em Rorke’s
Drift e sua vitória veio com a batalha de Ulundy em 4 de Julho. Os britânicos
venceram a guerra e conquistaram o Império Zulu. População população de zulus na África do Sul foi
estimada em 8.778.000 1995, correspondendo a 22.4% da população total do país
(“The Economist”). Nos restantes países, o número de zulus é estimado em cerca
de 400 mil. A província sul-africana do KwaZulu-Natal é considerada a sua
pátria original. A língua dos zulus é denominada isiZulu.
FONTE DE PESQUISA http://www.revistaxire.com.br/
quarta-feira, 26 de março de 2014
Os Africanos e suas Historias
Os Fons
População do sul do Benin e sul do
Togo, cuja origem mítica está entre os adjá.
Os Fon possuem como características o
uso da língua fon, e sua maior expressão histórica, política e social do povo
se expressou no Benin através do Reino do Dahomey e na Diáspora africana
através do vodun. O complexo cultural expressado tanto pelo vodun como pelo
Reino do Dahomey possui uma origem mítica na cidade-reino adjá de Tadô ou Sadô,
onde uma filha solteira do rei, ao dirigir-se à floresta sozinha para realizar
uma tarefa encontrou-se com um leopardo encantado. Ao retornar à cidade,
descobriu-se grávida e a paternidade da criança foi atribuída ao leopardo. Como
entre os adjá o sangue da mãe também enobrece esse filho do leopardo, kpòvi e
seus descendentes constituíram-se em uma nova linhagem real. Entretanto, o
filho do leopardo ficou sendo conhecido na posteridade pelo cognome de Agassu,
o bastardo, e seus descendentes por isso sempre eram preteridos no sistema
sucessório de Adjá-Tadô, ainda que herdassem a bravura e ousadia de seu
ancestral animal.
Um dia, porém, os kpòvi, mais uma vez excluídos, se revoltaram contra a
escolha do sucessor no trono de Adjá–Tadô. Eles e seus partidários se armaram
e, após uma violenta refrega, muitos morreram de ambos os lados, inclusive o do
rei escolhido. O chefe dos kpòvi, Kokpon por esta razão, ficou sendo conhecido
como Adjá-hutó, o matador de adjás, e ele junto com seus partidários tiveram
que partir para o exílio, uma vez que perpetrou o delito de maior
lesa-majestade que é o de amaldiçoar a terra com o derramamento do precioso
sangue real.
O êxodo dos kpòvi e seus seguidores, após várias peripécias, deteve-se
em Aladá, onde Adjá-hutó Kokpon fundou uma nova dinastia de governantes até que
o falecimento um rei também chamado Kokpon dá lugar a uma guerra de sucessão
entre seus três herdeiros: Medji, Té-Agbanlin e Ahô-Dakodonu. Medji permanece
em Aladá e dá continuidade à dinastia local reinante; Té-Agbanlin dirige-se
para o leste, onde funda uma nova dinastia em Adjaxé (Porto Novo) enquanto que
Dakodonu segue para o norte com seu irmão Ganiehessu e, após algumas
peripécias, busca alojar-se com seus ferozes seguidores entre a população de
língua yorubá dos iguedê (guedevi) e mata seu rei Agli, dizimando seu povo,
escravizando mulheres e crianças, os quais mais tarde são vendidos aos
portugueses. Funda ali uma nova dinastia.
Dakodonu tenta estabelecer-se em Kana e vai solicitando consecutivamente
ao rei de Kana, cujo nome era Dan, locais para alojamento. Um dia Dan,
aborrecido com mais uma solicitação dos adjá-tadonus, declara mordazmente:
“Depois de alojar-se em tantos lugares do meu reino, só falta agora a minha
barriga para esta gente ficar”. Os adjá-tadonus compreenderam essa declaração
como um chamado para a luta e, desta forma, Dakodonu matou e estripou
pessoalmente Dan, e disse que cumpriria sua palavra e construiria seu reino
sobre a barriga deste, daí a expressão Dan-ho-mé, que era o reino edificado “no
ventre de Dan”.
O Reino do Dahomey superou as duas outras dinastias adjá-tadonus
reinantes em Porto-Novo e Allada, governando um poderoso Estado da capital
Abomey, fundada por Agassuvi Aho, sobrinho e sucessor de Dakodonu, também
chamado de Hwegbadjá, em circunstâncias muito parecidas com a fundação do
próprio reino. Outra versão da história conta que Abomei teria sido fundada por
Hwessu, filho de Hwegbadjá. Os dois outros reinos, apesar do crescimento do
Daomé, continuaram a ser considerados Estados-irmãos e, tanto os reis de Porto
Novo como os de Abomey, dirigiam-se à Allada, cidade onde as suas dinastias
teriam começado a reinar, como parte do ritual da cerimônia de entronização.
FONTE DE PESQUISA http://www.revistaxire.com.br/
sábado, 30 de março de 2013
Ògún O Senhor dos Caminhos
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Ògún filho de Ìyemonjá com Oxalá, irmão de Esú e de Oxóssi e de Xangó, primeiro esposo de Yansã, general do exercito de guerreiros e soldados violentos. Ensinou Oxóssi a caçar e a se defender, ensinou para a humanidade o segredo do ferro e facilitou todo tipo de trabalho, patrono da tecnologia, ensinou todos os soldados a lutar.
Guerreiro implacável e muito temido por ser violento não tem medo de nada e nem de ninguém ! Ògún enfrenta a todos na guerra e nunca perde, seu golpe tem força de uma batida de trens de arrancar os trilhos, sua espada decepa tudo e seu grito de guerra na sua chegada é aterrorizante para os inimigos e para todos os outros orisás que geralmente da suprema coragem chegou ! Ògún é o temível guerreiro, violento e implacável, deus do ferro, da metalurgia e da tecnologia protetor do ferreiros, agricultores, caçadores, carpinteiros, escultores, sapateiros, talhantes, metalúrgicos, marceneiros, maquinistas, mecânicos, motoristas e de todos os profissionais que de alguma forma lidam com o ferro ou metais afins. Òrisás conquistador, Ògún faz- se respeitar em toda África negra e pelo seu carácter devastador. Foram muitos os reinos que se curvaram diante do poder militar de Ògún Entre os muitos estados conquistado por Ògún a cidade de Iré, da qual se tornou senhor após mata o rei e substitui-lo por seu próprio filho, regressando glorioso com o titulo de Oniré , ou seja o rei de Iré.
Ògún é o filho mais velho de Odúduwà, herói civilizador que fundou a cidade de Ifé. Quando Odúduwà esteve temporariamente cego, Ògún tornou-se regente em Ifé. Ògún é um Òrisás importantíssimo em África e no Brasil. A sua origem. de acordo com a historia, data de eras remota. Ògún e o ultimo imolé. Os Igbá Imolé eram os duzentos da direita que foram destruídos por Olodumaré após terem agido mal. A Ògún, o único Igba imole que restou, coube conduzir os Irun Imolé, os outros quatrocentos deuses da esquerda. Foi Ògún quem ensinou aos homens como forja o ferro e o aço. Ele te m como um molho de sete instrumentos de ferro : Alavanca, machado, pá, enxada, picareta, espada e faca, com as quais ajuda o homem a vencer a natureza.
Em todos os cantos da África negra Ògún é conhecido, pois soube conquistar casa espaço daquele continente com a sua bravura. Matou muita gente, mas matou a fome de muita gente, por isso antes de ser temido Ògún é amado.
Ògún é o segundo senhor dos caminhos, e das estradas de ferro que é elemento! responsável pelo o progresso e conquistas de metas. Ògún também é a força e a proteção dos soldados de guerra, policiais, seguranças e qualquer outra profissão ligado a tecnologia e metalúrgica.
Ogum
"O Senhor do Ferro"
O GRANDE GUERREIRO
Ogum é representado
como um guerreiro armado, portando uma espada como símbolo de sua força. Ele é
o senhor do ferro da guerra e da tecnologia, temperamento rude, não se prende a
nada e nem a ninguém. É um Orixá que incita a guerra, para mostrar poder e aumentar
seus bens, mas não descansa sobre suas glórias. Ogum é o dirigente, o rei que
não quer ter suas ordens desobedecidas, quando contrariado, ele fica furioso,
perde a razão e castiga impensadamente, arrependendo-se em seguida. Sua
correlação é com o
tendo características violentas desses deuses, bem como sua ligação com o ferro
e o fogo. Foi Ogum quem ensinou os homens a forjar o ferro e o aço, pois é um
feliz artesão, que confecciona suas próprias espadas para seus combates.
Possui sete ferramentas de ferro como simbologia: alavanca, machado, pá,
enxada, picareta, espada e faca, com os quais ajuda o homem a vencer a
natureza. É o vencedor de demandas, que com sua espada, corta as dificuldades e
castiga os faltosos. Ogum é um poderoso Orixá que defende a lei e a ordem, abre
os nossos caminhos e vence as lutas, agindo pelo instinto para defender e
proteger os mais fracos. Tudo que está relacionado a conquistas, vitórias
e lutas, são presididas por Ogum. É a própria lei divina em ação e o guerreiro
buscando novos horizontes
Fisicamente,
os filhos de Ogum são magros, mas com músculos e formas bem definidas.
Compartilham com Exu o gosto pelas festas e conversas que não acabam e gostam
de brigas. Se não fizerem a sua própria briga, compram a dos seus camaradas.
Sexualmente os filhos de Ogum são muito potentes; trocam constantemente de parceiros, pois possuem dificuldade de se fixar a uma pessoa ou lugar. São do tipo que dispensa um confortável colchão de molas para dormir no chão; gostam de pisar a terra com os pés descalços. São pessoas batalhadoras, que não medem esforços para atingir os seus objetivos, são pessoas que mesmo contrariando a lógica lutam insistentemente e vencem. Não se prendem à riqueza, ganham hoje, gastam amanhã. Gostam mesmo é do poder, gostam de comandar, são líderes natos. Essa necessidade de estar sempre à frente pode torná-los pessoas egoístas e desagradáveis, mas nem sempre. Geralmente, os filhos de Ogum são pessoas alegres, que falam e riem alto para que todos se divirtam com suas histórias e que adoram compartilhar a sua felicidade
Filhos de
Ogum se dão muito bem com filhos de Oxóssi, filhos de ogum adoram competir
Sempre
procuram algo que compromete vitória, comprometam lutas e desafios.
Ogum possui algumas
variações (qualidades) de acordo com a cidade onde há seu culto.
Na África seus
nomes coincidem com sete cidades que formam o reino de Irê, com isso
ganha suas particularidades e costumes.
Ògún Meje
– É o mais velho de todos, a raiz dos outros, Ògún completo, velho solteirão
rabugento. É o aspecto do orixá que lembra a sua realização em conquistar a
sétima aldeia que se chamava Ire (Meje Ire) deixando em seu lugar o seu filho
Adahunsi.
Ògún Je Ajá ou Ogúnjá como ficou conhecido – Um
de seus nomes em razão de sua preferência em receber cães como oferendas, um
dos seus mitos liga-o a Oxaguiã e Ìyemonjá quanto a sua origem e como ele
ajudou Osalá em seu reino fazendo ambos um trato.É um Ògún, como indica o seu
nome, particularmente combativo. Tem temperamento rabugento, solitário,
veste-se de verde escuro e usa contas verdes. Dizem que acompanha Ogúnté.
Ògún
Ajàká – É o “verdadeiro Ògún guerreiro”, sanguinário, que em princípio se veste
de vermelho. Teria sido rei de Òyó e irmão de Sàngó. Ajàká é um tipo
particularmente agressivo de Ògún, um militar acostumado a dar ordens e a ser
obedecido, seco e voluntarioso, irascível e prepotente.
Ògún
Xoroke ou Ògún Soroke - Apenas um apelido que Ògún ganhou devido à sua condição
extrovertida; soro = falar, ke= mais alto. Usa contas de um azul escuro que se
aproxima do roxo. “Xoroke é um Ògún que tende a confundir-se com Esú, agitado,
instável, suscetível e manhoso.
Ògún Meme – Veste-se igualmente de verde e usa
contas verdes, como Ogunjá, mas de uma tonalidade diferente.
Ògún Wori
– (Warri, ou wori: Yorübá) – É um Ògún perigoso, dado da feitiçaria, ligado ao
màriwò, aos antepassados. Tem temperamento difícil, suscetível, autoritário o
espírito dogmático.
Ògún
Lebede (Alagbede) – É o Ògún dos ferreiros, marido de Yémánjá Ogúnté e pai de
Ògún Akoro. Representam um tipo mais velho de Ògún, trabalhadores
conscienciosos, severos, que “não brincam em serviço”, ciente de seus deveres
como de seus direitos, exigente e rabujento.
Ògún Akoró – É o irmão de Oxóssi, ligado à
floresta, qualidade benéfica de Ògún invocada no pàdé. Filho de Ogúnté, Akoró é
um tipo de Ògún jovem e dinâmico, entusiasta, era empreendedor, cheio de
iniciativa, protetor seguro, amigo fiel, e muito ligado à mãe.
Ògún
Oniré – É o título de Ògún filho de Oniré, quando passou a reinar em Ire, Oni =
senhor, Ire = aldeia., o dono de Iré, primeiro filho de Odúduwà. Oniré é um
Ògún antigo que desapareceu debaixo da terra. Usa também contas verdes.
Guerreiro impulsivo é o cortador de cabeças, ligado à morte e aos antepassados;
orgulhoso, muito impaciente, arrebatado, não pensa antes de agir, mas acalma-se
rapidamente.
Ògún
Olode – Epíteto do orixá destacando a sua condição de chefe dos caçadores,
originário de Kétu. Não come galo por ser um animal doméstico. Amigo do mato,
dos animais, conhecedor dos caminhos, e é um guia seguro. Seu temperamento
solitário assemelha ao de Oxóssi.
Ògún Popo – Seria o nome de Ògún quando foi à
terra dos Jeje, é um tipo fanático.Ogun Waris: Nessa condição o orixá
apresenta-se muitas vezes com forças destrutivas e violentas. Segundo os
antigos a louvação patakori não lhe cabe, ao invés de agradá-lo ele
aborrece-se. Um dos seus mitos narra que ele ficou momentaneamente cego.
Ògún Masa – Um dos nomes bastante comuns do
orixá, segundo os antigos é um aspecto benéfico do orixá quando assim se
apresenta.
Há vários nomes de Ògún fazendo alusão a cidades onde houve o seu culto, como Ògún Ondo da cidade de Ondo, Ekiti onde também há seu culto, etc. O orixá possui vários nomes na África como no Brasil e com isso ganha as suas particularidades e costumes.
O MITO - "A VINGANÇA"
Ogum era o rei de Irê, Ogum Oniré. Conta-se que, tendo partido para a
guerra, retornou a Irê depois de muito tempo. Ele chegou num dia em que se
realizava um ritual sagrado. A cerimonia exigia que todos permanece-se em total
silêncio. Não era permitido falar e nem se dirigir o olhar. Ogum sentia fome e
sede, mas ninguém o atendia, ninguém falava com ele. Ogum então pensou que
ninguém o reconhecera, por isso, sentindo-se humilhado e enfurecido,
resolveu se vingar. Ele cortou a cabeça de seus súditos. Quando terminada a cerimônia,
foi encerrado o silêncio e o filho de Ogum com alguns homens salvos da matança,
vieram render homenagens ao rei. Foi quando Ogum reconhecera o erro cometido e
se tomou de profundo arrependimento. Ogum então enfiou sua espada no chão e a
terra se abriu, tragando-o solo abaixo, não era mais humano, se tornara um
Orixá.
Dia da semana - Terça-feira Cor - azul escuro (cor do metal quando aquecido na forja), vermelho, em alguns nações o verde Elemento - fogo e metal Instrumento - espada de ferro Saudação - "Ogunhê"- (Olá, Ogum) |
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