Àsé da Nação
Candomblé Djedje
Nação dos vodun Dahomeanos vindos do continente africano
Do pais Benim nação esta
que tem como divindades da natureza trazidas pelos africanos para o Brasil,
como voduns Togun, Otolu, Agué, Sogbo, Avejida, Aziri etc....
Darazan
Togun era um vodun guerreiro e viajava
muito para todos os lugares para guerrear e vencer, um dia quando voltava
cansado de uma guerra longa e cansativa chegou à cidade Irê e achou estranho
que ninguém o reverenciava, ele tomado por um acesso de raiva gritava salve
Togun o grande guerreiro que nunca perdeu uma guerra, Togun foi à guerra
guerreou e venceu e ninguém falava nada. Ele então pegou sua adaga e matou
todos os habitantes da cidade ; velhos mulheres crianças e se dirigiu até o
reino de olissá que quando viu Togun abaixou a cabeça e lhe falou assim: há
Togun grande guerreiro porque fizeste isso? Togun então respondeu: fiz isto
porque ninguém me reconheceu como guerreiro. Olissá então lhe disse mais foi
você mesmo que ordenou que neste dia todos deveriam ficar quietos porque seria
o dia do silêncio . Togun banhado de sangue [ijé] e desesperado por ter
cometido uma atrocidade enfiou sua adaga no chão abrindo um abismo e mergulhou
para as profundezas da terra , quando sua mãe Tobossí soube do acontecido foi
correndo e pediu a sua irmã Iemú para que intercedesse por seu filho junto a
Orisalá , Tobossí então pega o marwuó e cobre Togun que por gratidão á sua mãe
passa a usar o verde e a se chamar Togun já e é por isso que até os dias de
hoje toda casa de candomblé tem o marwuó na porta para afastar os maus fluidos
e trazer a paz e não a guerra dentro da casa de santo.
Características dos filhos de Togun
Fisicamente, os filhos de Togun são magros, mas com
músculos e formas bem definidas. Compartilham com Bara o gosto pelas festas e
conversas que não acabam e gostam de brigas. Se não fizerem a sua própria
briga, compram a de seus camaradas.
Sexualmente os filhos de Togun são muito potentes; trocam
constantemente de parceiros, pois possuem dificuldade de se fixar a pessoa ou
lugar.
São do tipo que dispensa um confortável colchão de molas
para dormir no chão; gostam de pisar a terra com os pés descalços. São pessoas
batalhadoras, que não medem esforços para atingir seus objetivos, são pessoas
que mesmo contrariando a lógica lutam insistentemente e vencem.
Não se prendem à riqueza, ganham hoje, gastam amanhã.
Gostam mesmo é do poder, gostam de comandar, são líderes natos. Essa
necessidade de estar sempre à frente pode torná-los pessoas egoístas e
desagradáveis, mas nem sempre.
Geralmente, os filhos de Togun são pessoas alegres, que
falam e riem alto para que todos se divirtam com suas histórias e que adoram
compartilhar a sua felicidade.
TOGUM
Togun, veio do orum para fazer a ligação com o Aiyê
através do mistério do ferro. Desta
forma, pode criar cidades na selva, a evolução com o desenvolvimento da
tecnologia do metal.
Há um estudo científico que diz que a oxidação do ferro
no fundo do oceano, gerou bactérias de onde surgiram os primeiros seres no
começo da evolução. Não se pode afirmar
que tenha sido o ferro o gerador desse fenômeno, mas algum tipo de mineral
simbolizado pelos pontos de ferro.
Togun/Gum/Gu, é um To Vodum masculino guerreiro que usa
um pó vermelho extraído de uma árvore que simboliza a procriação primordial
para a sobrevivência e essa é uma das razões dele não gostar que, em seus
assentamentos, haja ahuinhas. É dono de
todos os metais, principalmente o ferro e o aço além de todos os objetos
cortantes: akiriké, farim, magoge, etc.
Por ser um guerreiro muito afoito, Togun não tem
fronteiras, entra em qualquer lugar em busca do inimigo e da vitória. Nessas
investidas, Togun conta sempre com Legbá, seu companheiro e amigo incansável,
que o ajuda nos combates, mas que se diverte com a fúria de Togun.
Ao mesmo tempo em que é gentil Togun é muito impaciente e
quer tudo a tempo e a hora. Tem, em sua
natureza, um sentido de competição, de vigor, de expansão e de agressividade, sempre
pela sobrevivência. É muito severo com seus filhos no cumprimento de suas
obrigações.
Quando Togun chega, anda por todo o kwé e se encontrar
alguma coisa fora do lugar, fica bravo e chama a atenção, exigindo que tudo
esteja corretamente em seus lugares.
Algumas vezes, ele mesmo faz tudo, colocando as coisas em ordem.
Togun toma para si a guarda do kwé onde mora, disputando
com Legba a segurança. Em uma ahuan (guerra),
Togum mostra toda a sua fúria e poder de luta. Dificilmente um kwé de Jeje perde
uma ahuan, pois Togum, com todo o seu humpayme, garantem a vitória.
Todos os narrunos são regidos por Togum. Na África,
somente os vodunos de Togum podem oficiar o ritual de narruno. No Brasil,
apenas algumas casas tradicionais seguem o modelo africano.
O número três está intimamente ligado à Togum. É um número fundamental universalmente.
Exprime uma ordem intelectual e espiritual, em Avie Vodum, no cosmo ou no
homem. Sintetiza a tri unidade do ser
vivo ou resulta da conjunção de um e de dois, produzindo, neste caso, a união
do orum e do Aiyê. A cólera e a
irritação de um guerreiro, no seio de uma guerra, manifestam-se através de três
rugas que se formam na testa: então, ninguém ousa aproximar-se ou falar.
Existem vários Voduns pertencentes à linhagem de
Togum. O mais velho deles é o Vodum
Guyugu que, como os demais Voduns, participou de várias batalhas, saindo-se
sempre vitorioso.
As cores das contas de Togum variam de acordo com o
Vodum. Podem ser: azulão, azulão e branco, vermelho, verde e branco, podendo
sofrer mudanças se o Vodum feito assim desejar.
Suas vestimentas podem ser: branca, azul, dourada ou
estampada, que é a sua preferencia.
Seus dias de culto são: segunda ou terça-feira,
dependendo do Vodum. Sua folha predileta
é a abre-caminho, sendo que existem muitas folhas para Togum.
Togum é quem abre o portal para o
desenvolvimento da nossa verdade.
Nànàn certamente
é um dos vòdúns mais misteriosos do panteão africano. Falar dessa divindade
sempre se torna difícil, pois, seu culto apesar de muito expandido em todo o
território africano e sua importância ser reconhecida por todas as nações
candomblecistas (djèdjè, kètú, angola, etc.), trata-se de uma das divindades
com mais mitos e temores em nossa cultura. É de origem dahomeana, da cidade de
Dassa-zoumé. Para os fons, Nànàn ou Nànà era toda sacerdotisa da deusa lua
Màwú, não sendo considerada então uma divindade. Seu nome em Dassa-zoumé era
Nàè gbáýn, sendo uma poderosa deusa, cujo culto antecede o de Màwú-Lísá,
estando completamente relacionada à Dàn gbé e a origem de todo o mundo e vida
no planeta terra. Muitas lendas têm Nànàn como uma ancestral hermafrodita,
assim como Òsáàlá, sendo chamada de Nànàn Dèsú e tendo como esposa a
grande deusa das águas Màmí Wátà. Mas sabe-se que Nànàn é uma íyágbá, mãe de
quase todos os deuses na cultura dahomeana e para os yorubás mãe de Òmòlú
(Sákpátá), Ìròkò (lòkò) e Òsúmárè (Dàn gbèsén) que são vòdúns cultuados entre
os yorubás. Nànàn representa a vida (dògbé) e a morte (dòkú). Ela acolhe em seu
ventre os mortos (gèdès) e os prepara para o renascimento (Lèkó). Essa
dualidade entre a vida e a morte é representada pelo pântano, seu habitat uma
vez que, mistura a água (vida) e a terra (morte), formando a lama, abrindo um
portal de dimensões dos vivos e dos mortos. Para que haja lama ou barro é
necessário haver chuva e por esse motivo, Nànàn também passou a ser considerada
a divindade das chuvas. Nànàn gbúlúkú ou gbúrúkú é outro nome pela qual essa
deusa de tornou conhecida, nessa fase, estando relacionada à morte e ao culto
aos ancestrais. Suas cantigas são súplicas para que a morte se mantenha
afastada e que a vida seja preservada. Está relacionada ao início de tudo e
segundo os ítàns, foi ela que cedeu o barro para que o homem fosse modelado,
porém, com uma condição, ao morrer os corpos deveriam ser enterrados, voltando
para o seu domínio. Nànàn de origem dahomeana, foi incorporada há séculos pela
mitologia Yoruba, quando o povo nagô conquistou o povo do Dahomey (atual
República do Benin) , assimilando sua cultura e incorporando alguns Òrísás
dos dominados à sua mitologia já estabelecida. Nesse processo cultural, Òsáàlá
(mito Yoruba ou nagô) continuou sendo o pai de quase todos os Òrísás. Íyèmònjá
(mito igualmente ioruba) é a mãe de seus filhos (nagô) e Nànàn (mito Jeje)
assume a figura de mãe dos filhos dahomeanos. Os mitos dahomeanos eram mais
antigos que os nagôs (vinham de uma cultura ancestral que se mostra anterior à
descoberta do fogo). Tentou-se, então, acertar essa cronologia com a colocação
de Nànàn e o nascimento de seus filhos, como fatos anteriores ao encontro de
Òsáàlá e Íyèmònjá. Muitas pesquisas apontam ainda que os yorubas começaram a
ter um conceito de Deus Supremo antes inexistente, e que esse conceito pode ser
consequência da influência dos maometanos do norte da África sobre a população
negra mais próxima. Assim Nànàn assume, como outros Òrísás femininos, o
conceito de maternidade como função principal. É neste contexto, que Nànàn
apareceria como a primeira esposa de Òsáàlá, tendo com ele três filhos: Ìròkò,
Òmòlú e Òsúmárè, já citados anteriormente.
Nànàn tem como principal símbolo o ìgbírí feixe de nervura de dendezeiro envolto, que carrega na mão, com uma das pontas voltadas para baixo, simbolizando a vida que retorna. Algumas lendas contam que o ìgbírí representa Sakpata, o filho que Nànàn abandonou no rio para que não fosse morto pelo rei de Dahomey por causa de suas chagas, que as julgavam contagiosas.
Poucos aqui no Brasil são iniciados para essa grande Deusa. Seu culto é muito pouco conhecido e o temor de sua representação impede que os sacerdotes a cultue diretamente, pois, acreditam representar a própria morte. Quando um neófito está sendo iniciado para esse Vodun, durante seu período de reclusão, são feitos vários ègbós para cortar a ligação com Íkú (a divindade da morte) e todos os pertencentes do ásé devem se abster de sexo, bebidas e usarem contra-ègúns com finalidade de proteger-se de qualquer negatividade relacionada aos ancestrais e a própria morte. Seu culto não deve conter nenhum objeto ritual feito de metal, devido à sua origem ser anterior à existência dos mesmos. Outros dizem que Nànàn não usa metal devido a um desentendimento com Ògún, o Deus do ferro e da guerra. Nànàn é a senhora da renovação, da cultura, do desencarne e da reencarnação. Tem ligação tanto com os ancestrais femininos quanto com os ancestrais masculinos, sendo cultuada, invocada e respeitada em ambos os cultos. Têm como símbolo também os búzios, pois representam a morte por estarem vazios e fecundidade porque lembram os órgãos genitais femininos, também pertencentes à Nànàn.
Nànàn tem como principal símbolo o ìgbírí feixe de nervura de dendezeiro envolto, que carrega na mão, com uma das pontas voltadas para baixo, simbolizando a vida que retorna. Algumas lendas contam que o ìgbírí representa Sakpata, o filho que Nànàn abandonou no rio para que não fosse morto pelo rei de Dahomey por causa de suas chagas, que as julgavam contagiosas.
Poucos aqui no Brasil são iniciados para essa grande Deusa. Seu culto é muito pouco conhecido e o temor de sua representação impede que os sacerdotes a cultue diretamente, pois, acreditam representar a própria morte. Quando um neófito está sendo iniciado para esse Vodun, durante seu período de reclusão, são feitos vários ègbós para cortar a ligação com Íkú (a divindade da morte) e todos os pertencentes do ásé devem se abster de sexo, bebidas e usarem contra-ègúns com finalidade de proteger-se de qualquer negatividade relacionada aos ancestrais e a própria morte. Seu culto não deve conter nenhum objeto ritual feito de metal, devido à sua origem ser anterior à existência dos mesmos. Outros dizem que Nànàn não usa metal devido a um desentendimento com Ògún, o Deus do ferro e da guerra. Nànàn é a senhora da renovação, da cultura, do desencarne e da reencarnação. Tem ligação tanto com os ancestrais femininos quanto com os ancestrais masculinos, sendo cultuada, invocada e respeitada em ambos os cultos. Têm como símbolo também os búzios, pois representam a morte por estarem vazios e fecundidade porque lembram os órgãos genitais femininos, também pertencentes à Nànàn.
Entretanto, o símbolo
que melhor sintetiza o caráter de Nànàn é o "grão", pois ela possui o
domínio da agricultura e todo "grão" tem que morrer para germinar.
Sem dúvida nenhuma uma das divindades mais belas de todo
o panteão africano e que eu tenho um carinho e respeito especial.
Continua no próximo mês..............
Belém do Pará 05 de
janeiro de 2012.
O Editor: Hùngbónò Tolú GBefá