sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Osun Senhora que é Amada em Todas as Naçoes de ´Candomblé

                                                                        ÒSÚN

                                                " Òsún orisá Rainha da Naçao Ijexá ."
Osun, na região yoruba, é uma orisa que reina sobre a água doce dos rios, o amor, a intimidade, a beleza, a riqueza e a diplomacia. Também é um orixá do Candomblé Osun é dona do ouro e da nação Ijexa Tem o título de Ìyálòdè, entre os orisás.
Osun ou Oxum, na Mitologia Yorubá, é um orisá feminino. O seu nome deriva do Rio Òsún, que corre na  Iorubalandia, região nigeriana de Ijexá e Ijebu. Identificada no jogo do merindilogun pelos odu ejioko e Ôxê, é representada pelo candomblé, material e imaterialmente, por meio do assentamento sagrado denominado igba Osun. 













Rio Osun em Osogbo (Foto Alex Mazzeto).

É tida como um único Orixá que tomaria o nome de acordo com a cidade por onde corre o rio, ou que seriam dezesseis e o nome se relacionaria a uma profundidade desse rio. As mais velhas ou mais antigas são encontradas nos locais mais profundos (Ibu), enquanto as mais jovens e guerreiras respondem pelos locais mais rasos. Ex.: Osun Osogbo, Osun Opara ou Apara, Yeye Iponda, Yeye Kare, Yeye Ipetu, etc.
Em sua obra "Notas Sobre o Culto aos Orixás e Voduns", Pierre Fatumbi Verger escreve que os tesouros de Oxum são guardados no palácio do rei Ataojá. O templo situa-se em frente e contém uma série de estátuas esculpidas em madeira, representando diversos Orixás: "Osun Osogbo, que tem as orelhas grandes para melhor ouvir os pedidos, e grandes olhos, para tudo ver. Ela carrega uma espada para defender seu povo."
                                            NO BRASIL
Osun é um Orisá feminino da naçãoIjexá, adotada e cultuada em todas as religioes afro-brasileiras. É o orisá das águas doces dos rios e cachoeiras, da  riqueza, do amor, da prosperidade e dabeleza. Em Osun, os fiéis buscam auxílio para a solução de problemas no amor, uma vez que ela é a responsável pelas uniões, e também na vida financeira, a que se deve sua denominação de "Senhora do Ouro", que outrora era do Cobre, por ser o metal  mais valioso da época.
Na natureza, o culto a Oxum costuma ser realizado nos rios e nas cachoeiras e, mais raramente, próximo às fontes de águas minerais. Osun é símbolo da sensibilidade e muitas vezes derrama lágrimas ao incorporar em alguém, característica que se transfere a seus filhos, identificados por chorões.
                            Arquétipo
Seus filhos e filhas são doces, sentimentais, agem mais com o coração do que com a razão e são muito chorões. Também são extremamente vaidosos e conquistadores, adoram o luxo, a vida social, além de sempre estarem namorando.
                      Qualidades de Osun
  • Kare - veste azul e dourado, cor do ouro. Usa um abebé e um ofá dourados.
  • Iyepòndàá ou Ipondá - é a mãe de Logunedé, orixá menino que compartilha dos seus àsés. Ambos dançam ao som do ritimo ijexá, toque que recebe o nome de sua região de origem. Usa um abebé (espelo de metal) nas mãos, uma alfange (adaga), por ser guerreira, e um ofá (arco e flecha) dourado, por sua ligação com Òsoosi. É uma das mais jovens.
  • Yeyeòkè
  • Iya Ominíbú
  • Iya Omérìn
  • Ajagura
  • Ijímú
  • Ipetú - YEYE IPETU é uma Osun de culto muito antigo, no interior da floresta, na nascente dos rios, ligada a Ossaiyn e principalmente a Oyá dada a sua ligação com Egun.
  • Èwuji
  • Abòtò
  • Ibola
  • Gama (Vodun feminino da mesma energia de Sakpatá, incorporado ao culto Yorubá através de sua concernente Osun)
  • Oparà ou Apará - qualidade de Osun, em que usa um abebé e umalfange (adaga) ou  espada. Caminha com Oya Onira, com quem muitas vezes é confundida. Diferente das outras Osuns por ter enredo com muitos Orisá, vem acompanhada de Oyá e Ogun.

Sete folhas mais usadas para Osun
  • Efirin
  • Eré tuntún
  •  Macassá
  • Teté
  •  Ejá omodé
  • Wuê mimolé
  • Ewê boyi funfun
Eu Hùngbónò Tolú Gbefá Editor e Chefé do Informativo Afro Togun, Presidente da Associaçao AFTOBÉ. E Filho do Vodun Togun iniciado na naçao Djedje Savalú. Terminho este trabalho em homenagem a orisa Osun que em meu asé é muito respeitada e amada.  


osun senhora que é amada em todas as naçoes de candomblé

sábado, 24 de março de 2012

Os Savalus


Os Savalus ou Savalunos, como também são chamados, chegaram ao Brasil escravizados em meados do século XVII, juntamente com outras etnias, entre outros os falantes das línguas akan, língua ewe, língua fon, língua mina, língua fanti e língua ashanti.
O Jeje Savalu é o culto dos Vodun provenientes da região do antigo Reino do Dahomé chamada, Savalou ou Savalu. Esse Reino é hoje parte da República do Benin, e essa região é uma cidade que mantém esse nome, localizada a uns 70 quilômetros da cidade de Dassa-Zoumé onde existe o Templo Dassa-Zoumé dedicado a Nanã Buruku. O termo Saluvá ou Savalu, vem de Savé ou Savi que era o local onde se cultuava Nanã.
Nanã, é denominação de uma localidae situada na rota para a cidade de Savéa parte norte do Benin,
Nanã, uma das origens das quais seria Bariba, uma antiga dinastia originária de um filho de Oduduá, que é o fundador de Savé, é uma parada na rota para o norte é a cidade de Savé. É um lugar muito especial e de grande tradição religiosa desprendida das misteriosas formações rochosas, algumas de caráter sagrado e a alma do povo Fon a perceber-se por toda parte, principalmente pelo culto ao Vodun Sakpata.
Alguns estudiosos associam a Cultura Ewe-Fon a uma subdivisão na hierarquia do Panteão Ioruba, no que tange principalmente a identidade cultural. Nesse sentido alguns pontos polêmicos merecem destaque, como por exemplo, a presença de Nanã, seguramente uma divindade de origem Fon, na Cultura Ioruba.
Antes da libertação dos escravos em 1888, os escravos fugidos das fazendas reuniam-se em lugares afastados nas florestas em agrupamentos ou comunidades chamadas quilombos, depois da libertação, os africanos libertos reuniam-se em comunidades nas cidades que passaram a chamar de candomblé. Sakpata era rei da cidade Savalu na África, segundo alguns historiadores, Sakpata foi o único rei que preferiu o exílio a se render aos conquistadores do Daomé. Os Savalus falam um dialeto que mistura a língua dos Ewe e dos Fon.